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    Ex-deputado Neno Razuk é preso na Bolívia e levado para presídio em MS

    Político do PL estava foragido desde julho; defesa afirma que ele pretendia retornar ao Brasil para se apresentar à Justiça.

    As autoridades bolivianas prenderam o ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk, do PL, no domingo (2).

    Em seguida, a Polícia Federal recebeu o ex-parlamentar na fronteira e o transferiu para Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.

    Nesta segunda-feira (3), Neno chegou ao Centro de Triagem Anísio Lima, localizado no Complexo Penal do Jardim Noroeste.

    Antes disso, ele passou pelos procedimentos da Polícia Federal e realizou exame de corpo de delito em Corumbá.

    O ex-parlamentar estava fora do país desde o início de julho.

    Segundo as autoridades bolivianas, irregularidades relacionadas à entrada e à permanência dele no país motivaram a detenção.

    A Justiça brasileira também autorizou a inclusão do nome de Neno na lista de Difusão Vermelha da Interpol.

    No entanto, as autoridades ainda não haviam concluído o procedimento quando realizaram a abordagem na Bolívia.

    Defesa fala em apresentação voluntária

    Em nota, a defesa afirmou que Neno Razuk entrou na Bolívia antes da expedição do mandado de prisão.

    Além disso, os advogados disseram que ele soube da decisão judicial pela imprensa.

    Ainda conforme a defesa, o ex-deputado aguardava o julgamento de recursos relacionados à perda do mandato parlamentar.

    Após decisões desfavoráveis, ele teria comunicado à Justiça que pretendia retornar ao Brasil e cumprir a ordem judicial.

    Entretanto, as autoridades bolivianas realizaram a abordagem antes da apresentação.

    Agora, a defesa pretende questionar a prisão preventiva e buscar a liberdade do ex-parlamentar.

    Neno Razuk, por sua vez, nega participação nos crimes investigados.

    Investigação sobre jogo do bicho

    Neno Razuk é réu em processos relacionados à Operação Successione, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, o Gaeco.

    A investigação apura a atuação de uma organização ligada à exploração do jogo do bicho em Mato Grosso do Sul.

    Em uma das ações, a Justiça condenou Neno, em primeira instância, a 15 anos, sete meses e 15 dias.

    A sentença envolve os crimes de organização criminosa armada, roubo majorado e exploração do jogo do bicho.

    Apesar da condenação, ele recorria em liberdade.

    Já em outro processo ligado à operação, a Justiça determinou a prisão preventiva cumprida agora.

    Segundo a decisão, a perda do mandato de deputado estadual retirou as prerrogativas relacionadas ao cargo.

    A recontagem dos votos das eleições de 2022 provocou a perda da cadeira.

    Como resultado, a mudança alterou a composição da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

    Depois disso, a Justiça decretou a prisão preventiva do ex-parlamentar em 8 de julho.

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