Goiânia atinge maior nível de desenvolvimento humano da série, mas renda ainda preocupa
Levantamento mostra avanço em educação e longevidade, enquanto diferença econômica entre homens e mulheres limita equilíbrio social.
A Região Metropolitana de Goiânia alcançou, em 2024, o melhor resultado da série histórica do Radar IDHM, iniciada em 2012. O índice chegou a 0,834, desempenho que coloca a região na faixa de “muito alto desenvolvimento humano”.
O levantamento reúne indicadores de longevidade, educação e renda. Além disso, permite acompanhar a evolução social dos municípios ao longo do tempo.
Recuperação
O avanço veio depois da queda registrada durante a pandemia. Em 2019, o índice da Região Metropolitana era de 0,802. Depois, recuou para 0,795 em 2020 e chegou a 0,769 em 2021.
Nos anos seguintes, a região voltou a crescer no indicador. O IDHM subiu para 0,812 em 2022, passou para 0,828 em 2023 e alcançou 0,834 em 2024.
Educação e longevidade
Entre as três áreas avaliadas, a longevidade teve o melhor desempenho em 2024. A Região Metropolitana de Goiânia registrou 0,876 nessa dimensão e ficou na 7ª posição entre as regiões metropolitanas analisadas.
A educação também aparece em nível elevado. O índice chegou a 0,843, novamente com a 7ª colocação no ranking das regiões metropolitanas. Dessa forma, o dado aponta melhora em uma área central para o desenvolvimento social.
Já a renda ficou abaixo das outras duas dimensões. O índice foi de 0,786, resultado que colocou a Região Metropolitana de Goiânia na 9ª posição entre as RMs analisadas.
Desigualdade racial
O Radar IDHM também mostra diferenças entre brancos e negros. Em 2024, a população branca registrou índice de 0,864, enquanto a população negra ficou em 0,813. A distância foi de 0,051, uma das menores entre as regiões metropolitanas avaliadas.
Ainda assim, a desigualdade permanece. Na educação, o índice foi de 0,883 entre brancos e 0,818 entre negros. Na renda, o marcador ficou em 0,822 para brancos e 0,756 para negros.
A menor diferença aparece na longevidade. Nesse recorte, brancos registraram 0,889, enquanto negros chegaram a 0,868. Assim, a distância ficou em 0,021.
Diferença de gênero
A comparação entre homens e mulheres revela o contraste mais forte do levantamento. Na educação, as mulheres aparecem em vantagem, com índice de 0,849, contra 0,838 dos homens. Além disso, a diferença entre os dois grupos aumentou entre 2012 e 2024.
Na longevidade, elas também lideram. As mulheres registraram 0,930, enquanto os homens ficaram em 0,817. O resultado acompanha uma tendência comum dos indicadores sociais, marcada por maior expectativa de vida feminina.
No entanto, a renda ajustada mostra o movimento contrário. Os homens aparecem com índice de 0,898, enquanto as mulheres registram 0,660. Esse desnível limita um avanço mais equilibrado do desenvolvimento humano na Região Metropolitana.
Desafios
O resultado de 2024 confirma a recuperação da Região Metropolitana de Goiânia após a pandemia. Além disso, educação e longevidade ajudaram a puxar o indicador para cima.
Ainda assim, a melhora geral não elimina desigualdades internas. O melhor IDHM da série em Goiânia mostra avanço social, mas também reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à redução das diferenças econômicas e à ampliação de oportunidades.
