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    Planilha mostra repasse a fundo ligado a advogado de Eduardo Bolsonaro

    Documento divulgado pelo Intercept aponta envio de dinheiro no contexto do financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre Jair Bolsonaro.

    A nova revelação sobre o filme “Dark Horse”, produção sobre Jair Bolsonaro, amplia a pressão sobre o entorno da família Bolsonaro. Uma planilha divulgada pelo Intercept Brasil mostra um cronograma financeiro de quase US$ 24 milhões. Além disso, o documento aponta repasses já registrados para um fundo nos Estados Unidos.

    Segundo a reportagem, os pagamentos têm relação com o Havengate Development Fund LP. O fundo teria ligação com Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro. Portanto, a nova fase do caso muda o foco da discussão. Agora, a principal dúvida envolve o caminho do dinheiro.

    Planilha mostra pagamentos

    A planilha registra aportes previstos entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. Ao todo, o cronograma soma US$ 23.999.992. No entanto, a coluna de recebimentos aponta US$ 10.666.668 já registrados.

    Os valores aparecem em repasses feitos entre fevereiro e maio de 2025. Além disso, mensagens divulgadas pelo Intercept citam cobranças sobre parcelas atrasadas. Em uma delas, Daniel Vorcaro afirma que, “sobre o filme”, apenas a primeira parcela de janeiro havia sido paga.

    Na sequência, Vorcaro pede ajuda para controlar os pagamentos. Ele também diz que precisava quitar a segunda e a terceira parcelas. Dessa forma, os documentos reforçam dúvidas sobre a organização financeira do projeto.

    Repasse para fundo nos EUA

    Outro documento mostra uma transferência internacional via sistema SWIFT. O valor chegou a US$ 2 milhões. A operação ocorreu em 13 de fevereiro de 2025.

    O comprovante aponta o Havengate Development Fund LP como beneficiário. Já a ordem de pagamento aparece ligada à empresa Entre Investimentos e Participações Ltda. Segundo o Intercept, o fundo teria ligação com Paulo Calixto.

    Com isso, a reportagem aproxima o debate do entorno de Eduardo Bolsonaro. Afinal, o dinheiro não aparece apenas como promessa de financiamento. Ele também surge em registros de transferência.

    Conversas citam atrasos

    As mensagens divulgadas pelo Intercept também mostram preocupação com parcelas vencidas. Em 7 de agosto de 2025, uma planilha chegou com a informação de que havia duas parcelas em atraso. Além disso, uma terceira estava perto de vencer.

    Depois disso, Daniel Vorcaro respondeu: “Segunda fazemos duas”. Para a reportagem, a frase indica uma tentativa de regularizar parte dos pagamentos. Ainda assim, o episódio aumenta a cobrança por explicações.

    Caso começou com pergunta a Flávio

    O caso ganhou força após uma pergunta feita a Flávio Bolsonaro sobre o financiamento do filme. O senador negou irregularidades. Ele também afirmou que não havia financiamento público para a produção.

    No entanto, as reportagens do Intercept passaram a revelar áudios, mensagens e documentos sobre a busca de recursos privados. As apurações citam conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

    Agora, a planilha adiciona uma nova camada ao caso. Ela mostra valores, datas, pagamentos recebidos e parcelas pendentes. Por isso, a pressão política tende a crescer.

    Pressão sobre Eduardo e Flávio

    A nova revelação atinge Flávio e Eduardo Bolsonaro em frentes diferentes. Flávio aparece ligado à busca de recursos para o filme. Já Eduardo entra no centro das dúvidas sobre o destino dos valores.

    Além disso, reportagens apontam que autoridades investigam se parte do dinheiro teria bancado despesas e articulações de Eduardo nos Estados Unidos. A defesa dos citados nega irregularidades.

    Apesar disso, a planilha deixa uma questão aberta. O dinheiro prometido para o filme financiou apenas a produção cinematográfica? Ou também sustentou uma estrutura política no exterior? Até agora, essa resposta ainda depende de novas explicações e investigações.

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